O peso do Voluntariado na Economia

Tendo-se assistido no passado fim-de-semana a mais uma campanha de recolha de alimentos promovida pelo Banco Alimentar contra a Fome, um pouco por todo o país, aproveitei para abordar um facto que se assiste: se não houvessem este tipo de respostas, quem as daria? Se fossemos a quantificar monetariamente esses apoios, quanto ficariam? Daí o tema: O peso do voluntariado na economia!

São perguntas que se fazem quando olhamos para números e factos: Nesta última campanha foram doadas por cidadãos e empresas, cerca de 109 toneladas de alimentos, só no distrito de Braga. Alimentos esses que serão distribuídos pelos seis meses próximos a IPSS.

Os últimos estudos que mediram o pulso do sector da economia social, revelam que são mais de 61 mil as entidades envolvidas na economia social, e o seu contributo para o PIB, quando medido do valor do trabalho voluntário, ascende a 3,8%.

Grande parte das organizações nas quais pratico voluntariado são movimentos totalmente voluntários, em que ninguém aufere rendimento algum, como é o caso do Banco Alimentar de Braga ou mesmo do Refood Braga 100%.

O peso que estes dois “simples” movimentos têm, fruto do trabalho de voluntários, dá resposta a necessidades nas quais o Estado não consegue chegar. São atividades, esforços, tempo, dinâmicas desenvolvidas que somadas resultam num impacto muito grande na comunidade.

Somando aos custos fixos (rendas, eletricidade, água, consumíveis…) que atualmente têm de se suportados, os imaginários custos do trabalho de todos estes voluntários ( + de 500), ficaríamos com uma ideia do peso e da importância que (efetivamente) representam.

Da próxima vez que se deparar com uma campanha solidária, já sabe que está a “dar” mais do que imagina!

Torne-se também voluntário e contribua para uma sociedade mais equitativa e solidária!

Artigo publicado também no Semanário V

Por | 2019-08-19T19:33:44+00:00 Maio 29th, 2019|Sociedade|0 Comments
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